Phone and booksApesar de já ter inúmeros textos publicados em inglês sobre educação, resolvi que é o momento de também começar a publicar em português. Portanto, aqui na página (que será reformulada), você agora poderá seguir um blog em inglês e este recém criado blog em português. Gostaria de iniciar com um convite para você conhecer um pouco mais sobre minhas ideias relacionadas à educação. Sinta-se à vontade para comentar, discordar e dialogar nos comentários. Vamos começar?

Eu acredito que a educação verdadeira não é algo que aprendemos apenas dentro da escola, que hoje temos acesso à inúmeras fontes de informação e que precisamos aprender a usá-las. Se você já passou de sua fase escolar, vai concordar que tudo o que aprendemos na escola não foi suficiente para sua vida profissional. Precisamos aprender constantemente e cada vez mais rápido. As demandas e os problemas que precisamos resolver aparecem em uma velocidade proporcional à velocidade que solucionamos os problemas antigos, e o acesso à informação na ponta de nossos dedos faz com que consigamos resolver problemas antigos cada vez mais rápido. É um ciclo sem fim e que criou novas necessidades para todos.

Acredito que a escola deve ser um local onde devemos nos importar cada vez mais com o COMO aprender do que com O QUE aprender. Mas ainda engatinhamos nesse aspecto, não é mesmo? Ainda vemos um currículo extenso de informações a serem passadas para alunos regurgitarem o pouco que conseguiram memorizar para uma prova sem ser capazes de realizar a mesma prova 3 semanas depois. Será que isso realmente funciona? Será que em um mundo onde aprendemos em qualquer lugar, o ambiente escolar ainda precisa ser uma porta para o passado, onde muitas vezes tecnologias modernas como um celular e a internet são proibidos? Eu acredito que não. Obviamente, trazer essa realidade para a sala de aula gera novos problemas, mas não seria o papel da escola exatamente nos ensinar a resolver problemas?

Acredito também que muito poderia mudar se optássemos por olhar para escolas não como centros de ensino, mas sim como CENTROS DE APRENDIZAGEM. Não parece muita coisa, mas muda exatamente o foco do que é feito na escola. O ato de ensinar foi criado e difundido com base em uma metodologia que permitisse a reprodução em massa em uma época onde o acesso à informação era restrito. Portanto, a importância da figura de um professor que estava lá para transmitir a informação era vital. Hoje, o papel do professor não é mais esse. Hoje podemos nos permitir colocar a APRENDIZAGEM como centro do universo escolar. Diferente do ato de ensinar, o aprender não é linear, não existe em caixinhas separadas e se permite falhar e tentar novamente. Sabemos disso e experimentamos isso em todas as esferas de nossa vida, exceto na vida escolar. Falhar ao tentar tocar uma música no violão é uma etapa do aprendizado. Falhar em uma prova de matemática é um atestado de incompetência. Falhar em ganhar um jogo em uma competição esportiva é natural e um sinal de que você deve, a partir daquele momento, seguir adiante e progredir. Falhar ao obter aprovação em um ano escolar é dizer que você deve começar do início tudo de novo daquele ano, como se todo o seu esforço e aprendizado pudessem e devessem ser jogados fora.

Será que não é hora de, enquanto sociedade, repensarmos o papel da escola e do que temos enquanto objetivo com essa etapa tão importante em nossas vidas? Afinal, o mundo industrial já foi deixado para trás. Quanto tempo ainda vai levar para entendermos que a escola precisa preparar um cidadão diferente?